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ESPORTE E JUSTIÇAEsportesDelmiro Gouveia

CONDENAÇÃO NO FUTEBOL: Lateral do Athletico Paranaense pega 13 anos de prisão em regime fechado por estupro de ex-companheira

Aos 21 anos, Léo Derik foi sentenciado por dois episódios de violência sexual; jogador poderá recorrer da decisão em liberdade.

Por Redação Primeira Hora News

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Aos 21 anos, Léo Derik foi sentenciado por dois episódios de violência sexual; jogador poderá recorrer da decisão em liberdade.
Aos 21 anos, Léo Derik foi sentenciado por dois episódios de violência sexual; jogador poderá recorrer da decisão em liberdade.

O lateral-esquerdo Léo Derik, de 21 anos, promessa do elenco do Athletico Paranaense, foi condenado pela Justiça do Paraná a uma pena de 13 anos de reclusão em regime inicial fechado. A sentença foi proferida pela juíza Taís de Paula Scheer, do 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba. O jogador foi responsabilizado por dois crimes de estupro cometidos contra sua ex-companheira.

Além da pena privativa de liberdade, fixada em 6 anos e 6 meses para cada um dos episódios relatados, a magistrada determinou o pagamento de R$ 20 mil em indenização por danos morais à vítima, acrescidos de juros e correção monetária. Por se tratar de uma decisão em primeira instância, a Justiça concedeu ao atleta o direito de responder aos recursos em liberdade.

Detalhes das denúncias e embasamento da sentença

Segundo o processo, os episódios de violência sexual ocorreram na capital paranaense. O primeiro caso foi registrado em 16 de dezembro de 2023, quando o jogador teria imobilizado a vítima e impedido sua resistência durante a relação. O segundo episódio ocorreu em 4 de fevereiro de 2024, acompanhado de agressões físicas, incluindo tapas e um soco.

Em seu depoimento, a ex-companheira relatou ter solicitado repetidamente o fim das investidas e revelou consequências psicológicas graves após os fatos, como crises de ansiedade e pânico que a obrigaram a trancar a faculdade.

Embora os laudos periciais tenham sido inconclusivos por conta do tempo decorrido entre as ocorrências e os exames, a magistrada considerou o relato da vítima coerente, firme e respaldado por depoimentos de testemunhas e documentos médicos. Curiosamente, o Ministério Público havia solicitado a absolvição por considerar o conjunto probatório insuficiente, mas o entendimento da juíza apontou para a condenação.

Manifestação do clube e da defesa

Em nota oficial divulgada em suas redes sociais, o Athletico Paranaense confirmou que tomou conhecimento do veredito. O clube reforçou que, por tramitar em segredo de Justiça e tratar-se de uma decisão de primeira instância passível de recurso, não fará comentários sobre os fatos e aguardará o trâmite legal observando as garantias do processo.

A defesa técnica de Léo Derik expressou surpresa com a sentença e reiterou a inocência do atleta. Os advogados afirmaram que as relações foram consensuais e confirmaram que recorrerão ao Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR) para reverter a condenação.