"NÃO SOU PSICOPATA": Em primeira entrevista da prisão, "Serial Killer de Maceió" quebra o silêncio sobre homicídios
Albino Santos de Lima, ex-agente penitenciário apontado por 18 execuções na capital alagoana, fala pela primeira vez à imprensa sobre os crimes e condenações
Por Redação

O ex-agente penitenciário Albino Santos de Lima, conhecido como o "Serial Killer de Maceió", concedeu sua primeira entrevista exclusiva diretamente do sistema prisional desde a sua prisão, ocorrida em setembro de 2024. No depoimento, o acusado rejeitou o rótulo de psicopata e comentou a sequência de crimes imputados a ele pelas autoridades policiais.
Albino é apontado pela Polícia Civil de Alagoas como o autor de pelo menos 18 homicídios consumados e seis tentativas de homicídio no perímetro urbano da capital.
Mapeamento dos crimes e modo de atuação
As apurações policiais revelam que os ataques se concentravam nos bairros do Vergel do Lago, Ponta Grossa e Levada, na periferia de Maceió. Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a proximidade geográfica das execuções, ocorridas em um raio de cerca de 850 metros do imóvel onde o acusado residia.
Modus Operandi: Albino agia predominantemente no período noturno, vestindo roupas escuras, boné e máscara para dificultar a identificação.
Monitoramento: As investigações indicam que o acusado perfilejava e vigiava a rotina de parte das vítimas por meio de redes sociais antes de efetuar os disparos.
Prova Pericial: A verificação balística confirmou o uso de uma mesma arma de fogo em múltiplos assassinatos registrados no período.
Condenações acumuladas e processos em andamento
Albino já acumula penas expressivas resultantes dos julgamentos individuais conduzidos pelo Tribunal do Júri:
Primeira Condenação (Abril/2025): Sentenciado a 37 anos, um mês e 15 dias de reclusão pelo assassinato de Emerson Wagner da Silva e pela tentativa de homicídio contra outro jovem.
Segunda Condenação (Maio/2026): Recebeu pena de 29 anos e um dia de prisão pela morte de Josenildo Siqueira Silva Filho, ocorrida no início de 2024.
O réu responde ainda por outros episódios de repercussão, como a morte a tiros de Genilda Maria da Conceição (71 anos), ocorrida em 2019 quando ela levava o neto à escola, e pelo feminicídio da mulher trans Louise Gbyson Vieira de Melo, em dezembro de 2023. Os demais inquéritos prosseguem sob análise individual do Poder Judiciário.
A entrevista completa vai ao ar na noite desta quinta-feira (20), no programa Doc Investigação, exibido em rede nacional pela Record.