RISCO TRÂNSITO E SAÚDE: Proliferação de cães de rua mobiliza moradores e acende alerta para acidentes em Delmiro Gouveia
Animais abandonados perambulam por avenidas movimentadas do Sertão de Alagoas, aumentando o perigo de quedas de motociclistas, atropelamentos e problemas de saúde pública
Por Redação Primeira Hora News

A presença constante de cães de rua transitando livremente pelas vias urbanas de Delmiro Gouveia tornou-se motivo de preocupação recorrente para motoristas, pedestres e defensores da causa animal no município. O aumento na quantidade de animais abandonados sem tutor em pontos estratégicos da cidade tem provocado situações diárias de risco no trânsito local.
O problema é mais visível no Centro e ao longo de trechos de grande fluxo de veículos, como as avenidas Juscelino Kubitschek e Castelo Branco, além das imediações do Mercado Público e de praças da região.
Perigo para motociclistas e risco de atropelamentos
A convivência desordenada entre o tráfego urbano e os animais soltos multiplica os fatores de risco, afetando principalmente quem depende de veículos de duas rodas:
Sustos e Quedas: A reação repentina de cães ao cruzarem a pista ou avançarem contra condutores em movimento obriga motoristas e pilotantes de motocicletas a realizarem manobras bruscas e frenagens de emergência.
Gravidade dos Sinistros: Quedas provocadas por esquivas ou colisões diretas contra cães respondem por uma parcela significativa dos atendimentos prestados por equipes de resgate no interior alagoano, gerando desde escoriações até fraturas graves.
Bem-estar Animal: Os próprios animais ficam vulneráveis a atropelamentos com lesões permanentes ou morte, agravando o cenário de sofrimento nas ruas.
Saúde pública e a busca por soluções
A questão ultrapassa o âmbito do trânsito e atinge diretamente a área de saúde pública e vigilância sanitária. Sem o acompanhamento veterinário adequado, vacinação contra a raiva ou controle de endoparasitas e zoonoses (como a leishmaniose/calazar), a população canina de rua fica exposta a doenças transmissíveis aos seres humanos.
Moradores e protetores independentes cobram o fortalecimento de ações integradas do Poder Público com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e secretarias municipais. Entre as medidas apontadas como urgentes estão a ampliação de campanhas permanentes de castração gratuita para controle populacional, a realização de feiras de adoção responsável e a punição efetiva contra o abandono de animais — prática tipificada como crime pela Lei Federal nº 14.064/2020.